Eleições 2014

 

O Episcopado orienta os fiéis

 

O documento trazido à luz pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um poderoso instrumento de orientação dos brasileiros em meio ao caos político.

 

Sob o título “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014” a Igreja orienta seus fiéis a participarem conscientemente e ativamente na transformação do país em uma sociedade mais justa. Sem tomar posições partidárias, delineia com precisão a dimensão moral de nosso dever cívico. No futuro, exploraremos melhor as ideias sintetizadas nessas frases, escolhidas ao longo do texto:

 

Nossa-Senhora-de-Las-Lajas2_ca

 

“Os cristãos comprometidos com  a vivência de sua fé e todos os homens e mulheres de boa vontade são chamados a ações mais efetivas”.

 

“O protesto das ruas pode ser compreendido como um clamor contra o poder que se torna fim em si mesmo e que deixa, portanto, de ser verdadeira representação popular. A mudança dessas situações de injustiça e desigualdade requer a intervenção dos cristãos na política.”

 

É preciso que o cristão deixe de colocar em outras pessoas a responsabilidade pela situação atual da sociedade e que cada um passe a perguntar a si mesmo o que pode fazer para tornar concreta a mudança que se deseja.”

 

“Para além das ações de monitoramento dos poderes públicos, o combate à corrupção implica a defesa dos valores éticos, da inviolabilidade da vida humana, da promoção e resgate da unidade e estabilidade da família, do direito dos pais a educar seus filhos de acordo com suas convicções, da justiça e da paz, da democracia e do bem comum.”

 

[Para isso] “O cristão deve ocupar todo e qualquer lugar que lhe permita, pautado por sua fé e sua esperança, contribuir na construção de outra prática política, firmada nos valores éticos de promoção e defesa da vida.”

 

“O eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. É preciso também exercer a missão profética de todo cristão e manter uma atitude de fiscalização e vigilância. Diante de irregularidades, é necessário denunciar. O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia.”