Editorial Oremos 15

Por que Oremos? — II

 

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Tudo leva a crer que não tem mais volta. A criminalidade ultrapassou o limite do controlável por meios comuns. Das grandes cidades, passou a controlar também o interior do país. Grupos criminosos põem a polícia para correr de determinadas áreas urbanas. Chama-se o exército, para remediar a situação. Não porque os recrutas sejam mais bem treinados que a polícia para o combate em favelas, mas porque sua cadeia de comando não está comprometida. Não dá mais para disfarçar. A soberania da legalidade não é total sobre o seu território.

 

No mundo oficial, as ilusões também se desfizeram. A corrupção, que sempre existiu e existirá, hoje, no entanto, atingiu o nível em que o cidadão comum não consegue mais distinguir as estruturas de corrupção das instituições que nos dirigem. Grandes nomes aparecem frequentemente no noticiário hora como autoridades, hora como partícipes de esquemas de corrupção.

 

As quantias que transitam dos cofres públicos para o buraco negro também tiveram um upgrade. Nos tempos dos simples bandidos, as somas se mediam por milhões, hoje estamos nas dezenas de bilhões, conforme recentes investigações da Polícia Federal. Não nos iludamos, quantias como essas não passam dos cofres do Estado para mãos de simples indivíduos. São estruturas criminosas. O dinheiro para atingir o poder e o poder para mais dinheiro. Tudo indica um poderoso “estado” paralelo ao Estado.

 

Em 1910, em Portugal, a situação era, em muitos aspectos, semelhante. A nação lusa encontrava-se sob o domínio de diversas organizações que visavam, não o bem-estar da população, mas sim atingir objetivos inconfessos. Tudo parecia perdido. Só a Igreja soube postar-se à altura do momento. Foi conclamada a Cruzada do Rosário. A oração era o único meio de obter luzes para o quadro dramático em que se encontrava a nação. Muitos riram, mas a essa conclamação foi fiel uma parcela ponderável e consciente de portugueses, que acreditaram que Deus nunca deixa de atender uma nação que reza unida. Em 1917 surgiu a resposta. Do céu, veio uma “Senhora mais brilhante que o Sol” trazendo novo alento ao país. A Mensagem deixada pela Virgem do Rosário espalhou-se pelo mundo.

 

Estamos a exatamente três anos do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima e nossa situação é incomparavelmente pior. A solução, contudo, só pode ser a mesma, para simples cidadãos que somos: pedir o auxílio celeste. É o que estamos fazendo, junte-se a nós.